quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Guaramiranga 54 Anos de Emancipação Política

Homenageamos Guaramiranga com este vídeo do hino não oficial da cidade de autoria de Maria de Fátima Pinheiro Pontes, quando amanhã, dia 22 de setembro, se completa 54 anos da festa da instalação e da emancipação politica de Guaramiranga.
HISTÓRICO
Os anos 50 foram marcados por grandes mudanças no comportamento social e econômico do Brasil.
Juscelino Kubitschek é eleito presidente e em seu primeiro dia de governo expõe o plano desenvolvimentista em que promete fazer o país avançar "50 anos em 5".
A juventude é otimista, é do radio que vem as novidades, é da radiadora que soam os eventos locais.
Nessa época Marlon Brando se torna um astro graças ao filme "Um Bonde Chamado Desejo", a camiseta branca usada pelo ator se torna popular entre os jovens. Marilyn Monroe se torna diva do cinema com o filme "Os Homens Preferem as Loiras". Elvis Presley bate recorde de audiências.
httpwww.fashionbubbles.com Surgem os jovens seguidores do rock and roll com seus bailes, que logo entram em conflitos com a classe predominante, no Ceará, estes foram denominados de “Rabos de Burros”, pelo hábito de cabelos cumpridos.
O prefeito de São Paulo, Jânio Quadros, proíbe o rock and roll nos bailes da cidade.

O comunismo é o grande vilão que assombra a classe dominante dos anos cinquenta, em Guaramiranga se temia Fernando Ferreira e Humberto Lopes.
httpwww.universoalternativo.com.brÉ neste clima que os avanços político começam a exigir que os distritos de Pacoti, que antes já foram municípios, voltem a sê-los, a exemplo de Mulungu.A restauração e a emancipação politica de Guaramiranga começa a tomar vulto e contrariando ou favorecendo os interesses políticos individuais, finalmente os deputados entendem a necessidade de se restaurar o Município de Guaramiranga.

Adhail Barreto
Em 11.07.1957, foi provada a Lei nº 3.679, de autoria do deputado Adhail Barreto, restaurando o Município de Guaramiranga e anexando-lhe o distrito de Pernambuquinho.
No dia 22 de setembro de 1957, foi feita a festa de instalação e comemoração da Emancipação Política do Município reunindo o povo e as lideranças políticas.
A programação foi a seguinte:
-8:00hs - Missa Solene na Igreja Matriz;
-10:00hs - Instalação do Município com a presença do Governador Flávio Marcílio e sua comitiva;
-11:00hs - Inauguração do Posto de Higiene e Puericultura;
-12:00hs - Almoço oferecido às autoridades;
-20:00hs - Baile e festejos populares.
O baile de paletó foi realizado no casarão do Quincas Marques e nesta noite uma turma de “Rabos de Burros” da alta sociedade de Fortaleza prometeram aprontar em Guaramiranga e de fato a noite aprontaram no baile e logo foram presos na cadeia de Pacoti, eram quase vinte é o fato foi noticiado no dia seguinte no jornal O POVO.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

GUARAMIRANGA – SEMANA DO MUNICÍPIO

54 Anos Emancipação

SEMANA DO MUNICÍPIO 2011 - PROGRAMAÇÃO
16/09 – SEXTA-FEIRA
HORA PROGRAMAÇÃO
05:00 Alvorada com a Banda de Música de Mulungu
08:00 Hasteamento das Bandeiras (Praça da Prefeitura)
08:15 Missa em Ação de Graças (Igreja Matriz)
09:30 Pronunciamentos (Praça da Prefeitura)
20:00 Escolha da Rainha (Praça do Teatro Rachel de Queiroz)
17/09 – SÁBADO
HORA PROGRAMAÇÃO

22:00 Festa em Pernambuquinho (Bandas de Forró - Atração Forrozeira, Karimbada e Forró Decente)
18/09 - DOMINGO
HORA PROGRAMAÇÃO
08:00 Cavalgada Pernambuquinho–Sede
10:00 Show Musical (Praça da Prefeitura)
19/09 – SEGUNDA-FEIRA
HORA PROGRAMAÇÃO
18:00 Premiação das escolas SPAECE (Teatro Rachel de Queiroz -Teatrinho)
20/09 – TERÇA-FEIRA
HORA PROGRAMAÇÃO

08:00 III Gincana Educacional e Cultural (Quadra Poliesportiva Zélia de Matos Brito)
19:00 Inauguração Posto de Saúde da Sede
20:00 Show Musical
21/09 – QUARTA-FEIRA
HORA PROGRAMAÇÃO

19:00 Final do Campeonato de Futsal Sub 12 (Quadra Poliesportiva Zélia de Matos Brito)
22/09 – QUINTA-FEIRA
HORA PROGRAMAÇÃO
08:00 Desfile Cívico das Secretarias (Sede)
10:00 Pronunciamentos (Quadra Poliesportiva Zélia de Matos Brito)
11:00 Parabéns Oficial
19:00 Final Concurso de Calouros (Estádio Municipal Jean Bardawil)
22:00 Bandas de Forró (Estádio Municipal Jean Bardawil) (Toca do Vale, Thiaguinho, Mala Mansa e Pisada Forrozeira)
FONTE:
Prefeitura Municipal de Guaramiranga - Ceará
Ricardo Ruiz
Assessor de Marketing e Eventos
Fone: (85) 8826.3241 - (85) 9998.8915
http://www.guaramiranga.ce.gov.br
COMO FOI FOTOS:
FOTOS DESFILE E RAINHAS - FACEBOOK
FOTOS ABERTURA E HASTEAMENTO DA BANDEIRA - FACEBOOK
FOTOS DA CAVALGADA - FACEBOOK
FOTOS FESTA - FACEBOOK
Baixar MP3 - Forró Decente - Pernambuquinho

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Guaramiranga supera problemas e se fortalece

A Peça Flor de Macambira
No retorno para casa, ontem, a diretora carioca Christina Streva levava mais que boas lembranças do 18º Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga. Responsável pela montagem de Flor de Macambira, do Grupo Ser Tão Teatro, da Paraíba, ela fazia o caminho de volta com muitas palmas, encontros, reencontros, o cobiçado troféu de Melhor Espetáculo indicado em votação popular e a certeza de que, agora, a companhia tinha cumprido um ciclo.
“Passar por Guaramiranga é um marco para qualquer companhia do Nordeste”, reconheceu. Com quatro anos de história e três destacados espetáculos no currículo à frente da nova companhia, Streva explica que o FNT funciona como uma espécie de chancela para os grupos da região, dedicados em trabalhos de pesquisa de linguagem e experiências coletivas.
“Guaramiranga é uma referência na trajetória do Bagaceira (CE), do Angu (PE) e do Clowns de Shakespeare (RN), que hoje são referências de teatro nordestino para todo o Brasil. Então, a gente tinha o sonho de trazer nosso trabalho aqui e ver como ele poderia interagir com a história desse festival”, comentou a diretora.
Apresentado sábado último (10), encerrando a programação da Mostra Nordeste, Flor de Macambira contagiou a plateia desde o início da encenação. Inspirada no texto O Coronel de Macambira, de Joaquim Cardozo, a peça brinca de forma muito humorada com as tradições populares.
Com um elenco homogêneo, Streva fez do amor de Mateus e Catirina um pretexto para desenvolver um enredo de cenas curtas e ágeis, em que as músicas conduzem o espectador por uma gama de tipos e causos. Com adaptação de Rosyane Trotta, a peça tem uma vitalidade impressionante, mantendo o clima festivo do começo ao fim. Em cena, jovens atores convidam a conhecer uma nova cena paraibana, intensa e cheia de histórias, como demonstra a presença da veterana Cida Costa no elenco.
BASTIDORES
Em sua reta final, o 18º Festival Nordestino de Teatro foi palco também para um tanto de política. Artistas reafirmaram a urgência de que o Teatro Rachel de Queiroz seja concluído e volte a receber o evento. Na cerimônia de encerramento, porém, a aguardada presença do secretário da Cultura do Estado, Francisco Pinheiro, não se concretizou. Representando o titular da pasta, a adjunta Maninha Morais, disse que o Governo tem compromisso com aquele equipamento cultural e garantiu empenho para resolver o problema.
Interditado por problemas de estrutura desde o início do ano, o Teatro Rachel de Queiroz é pauta para uma reunião entre Governo do Estado e Prefeitura já agendada para o próximo dia 16. “Vamos ter esse primeiro encontro e fazer o que for possível para que Guaramiranga tenha de volta o seu teatro”, garantiu Maninha. Na Associação dos Amigos da Arte de Guaramiranga (Agua), entidade que promove o Festival de Teatro, a esperança é que, para 2012, esse problema tenha sido contornado.
Magela Lima
ENVIADO A GUARAMIRANGA
magela@opovo.com.br
O Povo OnLine

FNT Guaramiranga - Teatro como missão

Celso Nunes

DN - Publicado em 12 de setembro de 2011
O professor Celso Nunes, doutor em estratégias de direção teatral, é um dos pesquisadores convidados do 18º Festival Nordestino de Teatro de Guaramiranga. O paulista que, em 2012, completará 70 anos de idade e 50 de teatro, tem uma relação estreita com a cena teatral cearense. Durante entrevista ao Caderno 3, nas acolhedoras mesas redondas do Mosteiro dos Monges Capuchinhos, agora Pousada Gruta, relembrou amigos, falou de teatro nacional e analisou diversos aspectos do Festival de Guaramiranga, que começou dia 3 e encerrou suas atividades no último sábado

Qual sua análise da 18ª edição do Festival de Guaramiranga?
Veja bem, 18 anos de um evento, ininterruptos, é muita coisa. Acho que essa é uma peteca que não cai mais, porque trocaram gestões políticas e o município continuou acolhendo o evento, isso é uma constante que existia na época que eu vinha e existe atualmente. O que não existia, e hoje tem, e é unanimidade, é a qualidade do suporte técnico. Porque cada grupo chega com suas características, suas particularidades e eles estão se virando para atender a todos.
E quanto ao Teatro Municipal que está fechado?
É, por outro lado, tem questões que são completamente incompreensíveis, e que tenho dado exemplo nos debates aqui do Festival. Uma cidade que recebe há 18 anos um festival de teatro e não tem teatro, é o mesmo que uma cidade que recebe um jogo da Copa do Mundo e não tem estádio. Não dá.
E os espetáculos apresentados no Festival esse ano?
Olha, acho que nosso País evoluiu muito nos últimos 20 anos. Sinto essa diferença de modo geral, no Brasil, não acho que é uma característica do Ceará. Há uma multiplicação significativa de tendências. Você tem hoje coisa que há 20 anos nem se cogitava. Tem um teatro em São Paulo que só faz musicais e emprega atores-cantores. Na minha época, para um ator ser cantor era uma raridade. Hoje tem escola de canto para atores que vão trabalhar em musicais. Por exemplo, o espetáculo que veio de Fortaleza, do Plínio Marcos, o "Abajur Lilás" (Grupo Imagens), ele pode ser apresentado em qualquer cidade do mundo, como uma realidade brasileira que é. Esse "Auto da Folia de Reis" (Grupo Corpos Teatro Independente do Piauí) pode ser apresentado na Rússia, na Polônia, na América do Sul, em Nova York; é totalmente autêntico, sincero, alegre, verdadeiro, bonito, há o que apreciar ali dentro. Isso é sinônimo de progresso. Nos Festivais de Guaramiranga anteriores, isso não chegava perto. Tinha diversidade, mas também tinha precariedade.
Por conta do teatro fechado, os espetáculos aconteceram em diferentes pontos da cidade. Em sua avaliação, isso interfere de algum modo?
Acho que limita a mostra. Porque tem certas naturezas de espetáculo que não podem ser convidadas, porque não tem espaço que receba. Enquanto se fizer circos, folias, festas populares, festas regionais, acho que tudo bem. Mas, por exemplo, aquele espetáculo que os gaúchos apresentaram na quarta-feira, "Dentrofora" (Grupo In.co.mo.te-te), no Teatrinho. São duas caixas, o marido e a mulher dentro delas, mostrando o isolamento do ser humano. E uma das paredes da caixa é de acrílico, para o público ver os atores. Você não vê um refletor pegar em nada, a luz é toda escondidinha por trás das paredes da caixa. Isso não dá para apresentar em praça pública, não tem jeito. Por sorte, foi para o Teatrinho. Mas porque uma peça só de dois atores? Porque muita gente não caberia no palco do Teatrinho! Isso tudo, enquanto existe um teatro com 400 lugares, com uma relação palco-plateia muito boa.
O senhor já morou aqui no Ceará, correto?
A primeira que vez que vim para cá foi em 1999, como convidado para dar cursos via Colégio de Direção Teatral, do Dragão do Mar, fiquei uns seis meses. Os alunos diretores praticavam com alunos atores. Os atores também passavam por um aprendizado muito longo. Ali tive um grupo de diretores que vieram (à Guaramiranga) me assessorando na montagem de um grande espetáculo, "Os Iks". Ao mesmo tempo em que esses diretores davam assistência para essa montagem grande, aprendiam com minha direção. Essa foi minha primeira vinda, depois voltei ao colégio de direção para preparar uma nova leva de diretores. Depois, por questões políticas, o Colégio de Direção foi desativado, mudaram os quadros de governo, daí não vim mais a Fortaleza. Mas aquela gente, daquela época, ficou com a experiência muito bem registrada.
Muitos deles estão na ativa. Vocês mantêm contato?
Vários, tenho contato com muitos deles. Essa semana mesmo, alguns vieram até Guaramiranga só para me encontrar. Tem o Sidney Malveira, que foi trabalhar com o grupo do Carlos Miranda, o Pedro Domingues, que está em Brasília, Wellington Roncon, Juliana Carvalho, que é atriz do cinema cearense, Ceronha Pontes, que está no Recife, Danilo Pinho, que está fazendo pós-graduação na UFBA, o irmão dele, Sidney Souto, que faz teatro em Fortaleza. Lá em Salvador, estão o Igor Epifânio, o Rodrigo Frota, que, aliás, é considerado hoje o melhor cenógrafo da Bahia, foi aluno aqui, do Curso de Direção. Lá em São Paulo está o Auri Porto, trabalhando no Teatro Oficina, atualmente em cartaz com "O Idiota", de Dostoiévski, também o Monteiro Junior, que era palhaço e Papai Noel de shopping, e hoje é professor de técnicas circenses na Unicamp. Tem muito mais gente boa daquele tempo. Mas, há uns 20 anos, antes dessa galera, vim para cá e trabalhei no Departamento de Cênicas da UFC, onde estavam B.de Paiva, Betânia Montenegro e outros. Na verdade, gosto muito daqui, do cearense, é uma coisa de afeto mesmo. Minha relação com Guaramiranga é de coração.
Seu filho, o ator Gabriel Braga Nunes, é destaque nessa nova safra de atores. O senhor começou como ator ou diretor?
Eu não pensava em fazer faculdade, era filho de operários, eu próprio era operário, e fui encaminhando para cursos profissionalizantes. Em vez de fazer o que na época chamava ginásio, fiz auxiliar de escritório. Em vez de científico ou clássico, que seria o colegial, fiz Contabilidade. Com 18 anos já era contador profissional. Daí, comecei namorar uma moça espanhola e ela adorava teatro. Um dia me disse: ´vamos ao teatro?´ E eu disse: ´que é que é isso?´ Nem sabia o que era, nunca tinha visto um, nunca tinha assistido nada que não fosse cinema de Hollywood, e ainda nem existia televisão. Eu disse: ´me leva que eu vou´. Era uma peça americana chamada "O Panorama visto da ponte", de Arthur Müller, e tinha uma família de operários em cena, que morava sob uma ponte e ficava vendo Nova York do outro lado, sonhando um dia poder morar na cidade. Eu pensei: ´se eu entrar lá, posso continuar falando o que esse cara está falando. É isso o que nós falamos em casa todo dia´. A sensação que eu podia fazer aquilo foi imediata e pensei: ´será que existe escola para ensinar a gente a fazer isso?´. E descobri que tinha uma Escola de Artes Dramáticas em São Paulo. Era início da década de 60. Entrei para esse curso e minha vida começou a virar. Depois ganhei uma bolsa e fui para Paris, estudar na Sorbonne e nunca mais fui o mesmo.
E voltou já para ensinar na Universidade de São Paulo (USP)?
Em Paris tive uma experiência fantástica com Grotowski (diretor de teatro polonês, Jerzy Grotowski - 1933-1999), ele tinha explodido para o mundo, mas, quando voltei, nem sabia que ele estava tão famoso. Quando disse que ele tinha sido meu professor, aí a USP me pegou na hora. Naquela época, estavam criando a pós-graduação e o crítico Sábato Magaldi me ofereceu uma vaga no mestrado, para ser meu orientador. Parecia que eu tinha bebido na fonte de uma determinada água que todos queriam saber qual o efeito. E comecei a trabalhar na USP. Depois fui para o doutorado, tudo ligado ao teatro, mas sempre do ponto de vista dos treinamentos. Minha vida inteira está dedicada ao teatro, é missão. Acredito que quando o sujeito precisa fazer uma coisa, não há o que impeça.
NATERCIA ROCHA
ENVIADA A GUARAMIRANGA
DN

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